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11/11 - Custo médio efetivo da mão-de-obra é de 132,45%O custo de um trabalhador para o setor da construção civil é de 132,45%, em média, em função dos encargos previdenciários e trabalhistas que incidem sobre o segmento. A informação é de um estudo do Banco de Dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), com apoio do SindusCon de Minas Gerais (Sinduscon-MG), apresentado durante o 80º Encontro Nacional da Indústria da Construção (80º Enic), que aconteceu em outubro em São Luis (MA).
A construção civil é um dos segmentos que mais empregam mão-de-obra no país. Segundo o coordenador do Banco de Dados da CBIC, economista Daniel Ítalo Richard Furletti, o trabalho não pretende impor um número definitivo, mas serve de orientação de como deve ser examinado o assunto em cada Estado, cidade ou mesmo em cada canteiro de obra. “É preciso muito cuidado na utilização do resultado apresentado, pois trata-se de uma média no país que considera apenas os encargos previdenciários e trabalhistas previstos em Lei”, ressaltou.
Segundo Furletti, benefícios previstos nas convenções coletivas de trabalho locais, como café-da-manhã, cesta básica, vale-transporte, equipamento de proteção individual, seguro de vida coletivo, uniforme e outras variáveis, como periculosidade, insalubridade e custos advindos dos programas de saúde e segurança previstos nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não foram considerados. Em Minas Gerais, por exemplo, os encargos trabalhistas e previdenciários na construção civil chegam a 199,04%.
O economista destacou ainda que a metodologia aplicada no estudo prevê a atualização periódica das estatísticas e que estas estão sujeitas a revisões em função de mudanças na legislação. “Cada caso é um caso. O estudo é somente um instrumento de orientação e não de definição em relação ao percentual de encargos sociais no âmbito do setor”, reforçou.
Fonte: Sinduscon - SP

